terça-feira, 26 de abril de 2011

Texto da "ANJA GUARDIÃ" do Mário e da família

QUERIDO COMPADRE

Amei todas as suas fotos, me fez recordar os bons tempos, principalmente em Paty, que você tanto amava e que falava com muito carinho da sua época de infância, de suas estripulias realizadas com os seus amigos. E mais, dizia que, da sua infância, só se recordava mesmo  dos momentos  que viveu em PAty do Alferes. Por muitas vezes, nos últimos meses, falamos nisso e os seus olhos brilhavam, cheios de vida.
Mário, esteja aonde estiver, quero dizer que te adoro.

BIBA OU, SE PREFERIR, BINRIMBELA

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Texto escrito e lido por nossa mãe, de 81 anos, na missa de Sétimo Dia

MEU QUERIDO FILHO
  
Meu Mariozinho, como eu o chamava, era um filho muito querido. Um professor queridíssimo da UFRJ, conhecido internacionalmente.
    
 Era muito estudioso, vivia para sua esposa e para sua faculdade, teve uma carreira muito curta, mas muito brilhante.

 Muito amigo da família, mãe, irmãos, esposa, filha, Biba e Bebel.

  A filha mora na Alemanha, mas sempre se falavam. Era um ser humano queridíssimo!

  Amigo de todos, não sabia dizer não a ninguém, principalmente às suas PUPILAS, como ele chamava suas alunas prediletas de seu grupo de estudos.
  
   Por isso será lembrado com muito amor e saudade! Nunca será esquecido...

   Ele nos faz muita falta, estamos nos sentindo sozinhos sem ele.

   Como mãe, sofro demais , e espero que os meus outros três filhos pensem em mim com carinho e paciência.

    Que DEUS o proteja e lhe dê a PAZ merecida, depois de tanto sofrimento!!

    UM BEIJO DE SUA MÃE QUE TE AMA E SEMPRE TE AMARÁ.

                 YOLANDA TOSCANO MARTELOTTA.

Declaração de amor do nosso querido primo e grande músico JOÃO

TERCEIRO GRAU???

Meu avô, João Braga, era irmão de Yolanda, mãe de Tia Yolanda, mãe de Tânia, Zé,  MÁRIO e Claudia, que são, portanto, meus primos de terceiro grau. TERCEIRO GRAU QUE NADA!!!  São irmãos de coração e sangue, com os quais convivo desde minha infância e tenho por eles sentimentos muito fortes...V. Mariuzin, se eternizou pra mim. Um bardo de belas canções, admirador de Sérgio Sampaio, Sá e Guarabira, gênio da gramática. Teimoso, crítico de Caetano, Milton mas, pera lá, V. tem embasamento pra isso, domina o português como ninguém... Os elogios nos sites de Gramática me encheram de orgulho... V. é o cara!!! Beijão do seu primo de terceiro grau (terceiro grau é o caramba!!!).  
JOÃO BRAGA

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Agradeço o carinho do prof. José da Luz

Um homem e dois rios...

Como justa homenagem, começo citando palavras do prof. Mário Martelotta: “O tempo é uma passarela”.
E eu diria que esta passarela, suspensa no vão da existência, ora balança ao sabor das aragens das manhãs, ora enfrenta as torrentes caudalosas das noites.
Nesta passarela, a marcha das horas é incessante e implacável.
Nada escapa à forte correnteza dos minutos e dos segundos. Somos todos levados, alegres ou tristes.
E o tempo da vida não recua, não para, não espera, não se atrasa.
E diante do tempo somos todos iguais, pois o tempo não discrimina nem privilegia.
Somente Deus está acima do tempo, porque Deus é quem tece o próprio tempo.
O ontem já foi tecido e vivido. O hoje é o amanhã vivido e tecido agora.
E a morte não é o fim da linha no tecido do tempo.
Pois, durante todo o tempo estamos morrendo, e somente deixamos de morrer quando, na verdade, morremos.
Quando vivos, temos pressa de acompanhar o tempo, de não perder tempo.
Quando mortos, saímos da linha do tempo e já não somos mais atingidos por ele.
É doloroso aceitar... que urgentemente já se vive, que urgentemente já se morre.
Todavia, o tempo não se esgota com um adeus...
É que o prof. Mário continua atravessando sua passarela. E sua história continuará visitando nossa memória.
Mas, quem era realmente o prof. Mário Eduardo Martelotta?
No cenário das pesquisas linguísticas, ele era biograficamente Martelotta. O pesquisador incansável e criterioso. Lido e reconhecido.
No palco das salas de aula, na interação mansa e sorridente com os alunos, eis o professor Mário, competente e solícito. Amado e respeitado.
Porém, para os amigos e colegas, ele era simplesmente Mário. Gentil e sincero. Atencioso e entusiasta.
Nos ambientes de encontros coloquiais, ele era informalmente Mário: calça jeans, camiseta branca e tênis All Star.
Aqui cito palavras de sua grande amiga e colega de estudos e pesquisas, a profa. Maura: “E ele fazia tudo com tanta simplicidade, com tanto carinho, com tanta alegria que contagiava todo mundo. Gostava de todo mundo, respeitava todo mundo e cuidava de todo mundo. O mesmo respeito que ele tinha pelo trabalho, pela Ciência, ele tinha para com os colegas, alunos e funcionários. Não sabia dizer não e tinha sempre pressa para fazer seu trabalho e ao mesmo tempo tudo tinha que ser perfeito. Por isso sempre tínhamos a impressão de que ele estava correndo. Parecia que tinha pressa, pois o tempo dele seria curto. E fez tanta coisa!”
Prof. Mário, ou saudosamente Mário. Ele amava a vida. Vivia como um jovem. Morreu como um jovem. Há Deus, descanse por méritos e por justiça. Há Deus, tenha o sono dos justos.
Hoje, quando a saudade não é mais a lágrima, porque pouco diz, mas sim a vontade de sentir e falar de você, sabemos quão penoso é defrontar a realidade. Esta ausência a nos arrastar e a nos dominar, mas também que nos comunica sinalizando a força do espírito a pairar sobre nós, muito nos ensina, muito nos aproxima e muito nos fortalece.
Guardamos o melhor de você no nosso coração, como uma verdadeira homenagem.
Por isso, hoje não trazemos lágrimas, mas as nossas saudades e um desejo forte e constante de abraçar você no final da passarela...
Seria a morte o fim da sabedoria colhida através dos tempos? Seria a morte o fim da bondade que floresceu em seu coração pelas lutas e conquistas? Não, a morte não tem mais espaço em sua passarela...
Uma passarela que liga dois rios, uma passarela que aproxima duas cidades, uma passarela que une corações que ainda choram...
Mário, Mário, o sussurro de dois rios nos faz escutar... “Há Deus! A Deus, Adeus!”
E respondemos com as nossas preces e os nossos aplausos.

Texto produzido e lido por José da Luz (Zé) (professor – UFRN)
na missa de 7º dia na capela do campus
Natal (RN), 20-04-2011.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

E-mail enviado pela minha amiga Cris, mãe da Lara

Oi Taninha, obrigada por essa oportunida​de. Beijo, Cris

Cristiane de Paula Magaldi

Nossas despedidas foram muitas. Sempre dolorosas e infinitas, por isso muitas vêzes desistimos delas e voltamos atrás nas nossas decisões, deixando que o destino tomasse seu rumo e decidisse por nós.  Acho que essa foi a razão pela qual não pude estar nessa, que teria sido nossa última despedida. Não teria funcionado por ser tão definitiva e tão fora do nosso estilo. Creio que você entenderia o que estou tentando dizer e concordaria comigo. Nosso tempo juntos me ensinou muitas coisas, principalmente aquelas que aprendi depois desse tempo, mas em conseqüência dele e por isso te agradeço. Também por essa filha incrível que nos uniu e unirá para sempre, seja onde fôr que estejamos. E se o destino quiser assim, vamos nos reencontrar um dia para continuar de onde paramos e transformar tudo em música, côres e brincadeira. Até um dia...

E-mail que me foi enviado por Letícia, amiga do Mário

Queridos colegas e alunos,


         Quero agradecer a todos que mandaram mensagens para mim, para o grupo Discurso e Gramática e  para a Faculdade de Letras da UFRJ de modo geral, acerca do falecimento do nosso querido Mário.
         Quero dizer que tive o grande privilégio de participar com o Mário do mesmo projeto, da mesma sala de estudos e de dividir vários cursos com ele por 15 anos. Não preciso dizer que ele era um linguista brilhante e um professor maravilhoso. Mais do que isso, para mim ele era um grande amigo, um irmão.
         Estou muito triste, porque não imaginava que ele iria embora assim tão cedo, tão rápido. É uma grande perda para a Linguística e para a Educação do Brasil. Mário, além das inúmeras contribuições para a Ciência, também contribuiu, e bem, para formar um grande número de professores, porque ele começou a dar aula em diversas Faculdades de Letras logo que se formou, aos 22 ou 23 anos. Na UFRJ, como Professor e Pesquisador, ele começou em 1996 e teve uma carreira brilhante. E ele fazia tudo com tanta simplicidade, com tanto carinho, com tanta alegria que contagiava todo mundo. Gostava de todo mundo, respeitava todo mundo e cuidava de todo mundo. O mesmo respeito que ele tinha pelo trabalho, pela Ciência, ele tinha para com os colegas, alunos e funcionários. Não sabia dizer não e tinha sempre pressa para fazer seu trabalho e ao mesmo tempo tudo tinha que ser perfeito. Por isso sempre tínhamos a impressão de que ele estava correndo. Parecia que tinha pressa, pois o tempo dele seria curto. E fez tanta coisa! Fez a primeira tese sobre gramaticalização no Brasil, escreveu com o grupo o primeiro livro sobre o assunto no Brasil, divulgou o funcionalismo pelo Brasil, ensinou vários jovens a entender a Linguística através do nosso Manual de Linguística e de outros livros que escreveu e organizou. Escreveu inúmeros artigos com contribuições inéditas sobre a língua portuguesa. Divulgou inúmeras pesquisas realizadas no Brasil em textos internacionais. Somente em 2011 sairão vários trabalhos importantes escritos por ele.
         Mas tudo isso vocês já sabem. Eu nem precisava escrever. O que talvez alguns de vocês não saibam é que ele era extremamente simples (ouço o coro dos alunos: “Mário informal: calça jeans, camiseta branca e tênis All Star; Mário formal: calça jeans, camiseta branca, tênis All Star e blazer bege). E a simplicidade não estava somente na  aparência, estava em tudo. Além disso, ele era muito, muito generoso. Com aquele jeitinho de menino, ele não pedia proteção, ele era muito protetor. Protegia os alunos e protegia os colegas.
         Por isso, quando um amigo me falou ao telefone que tinha acabado, que não havia mais volta, fiquei desesperada. Não podia imaginar a Faculdade de Letras sem o Mário, não podia imaginar o meu grupo sem o seu líder e não podia imaginar que tinha perdido meu amigo e irmão. Ainda está difícil acreditar que ele não estará mais na sala H314 organizando tudo, molhando a planta, passando antivírus no computador (já tinha virado mania!) e estudando. Também vai ser difícil imaginar que o telefone não vai mais tocar para discutirmos os detalhes (e como gostava de destalhes!) sobre nossos textos, sobre os conceitos, sobre nossos eventos. Não vou mas ouvir no final: “Falô, Maura”.
         Mas não queria passar tristeza, pois consegui sentir um grande conforto no final do enterro dele. E queria passar este conforto para vocês. No final, meus alunos e Karen me chamaram para um grande abraço e para dizer que estamos unidos, que todos vão me ajudar a conduzir o Projeto Discurso e Gramática da UFRJ. Nisso surge a mãezinha dele com ar de brincadeira e diz que queria entrar no círculo. Ela disse que tinha chegado muito, muito triste ao velório, mas que saia do enterro mais feliz, porque tinha visto o nosso grupo, tinha visto que o trabalho dele iria continuar. Tínhamos visto como ela estava no velório e a diferença no final. Realmente ela viu, pela nossa dor e pelos inúmeros alunos, que o esforço dele não foi em vão e que tudo vai continuar através da obra dele e de tudo o que ele nos passou como exemplo de pesquisador e de gente, de gente muito boa.
         Ela no final disse: “Sucesso e que aproveitem bastante a vida, pois meu filho aproveitou pouco”. Saí mais aliviada dali. Uma mãe sofrida conseguiu ver que tudo não foi em vão e saiu mais feliz do cemitério por ter falado com os alunos do Mário e comigo. Saí mais feliz por ter ouvido as suas palavras mágicas e seu tom de voz. Antes disso, ainda no velório, eu já tinha agradecido a ela por ter ajudado a trazer a este mundo alguém tão especial quanto o Mário e de tê-lo educado tão bem. Tão especial que me fez crer até o final que estava tudo indo bem. Em nenhum momento que falei com ele, seja pelo telefone seja no hospital no mês passado, ele me passou tristeza ou me deixou perceber que o tratamento não estava dando certo. Por isso, eu estava acreditando em cura o tempo todo.
 Então é isso, vamos aproveitar as palavras da mãe do Mário: Sucesso para todos e que aproveitem bastante a vida. Ainda acrescento: tudo isso com uma pitada da generosidade e simplicidade do Mário. E temos de lembrar que, além de todas as qualidades, ele era muito engraçado. Quem conviveu com ele tem na mente as inúmeras cenas e frases engraçadíssimas. Fomos muito felizes com ele, aprendemos e rimos demais com ele.
E ele? Ele foi muito feliz e curtiu a vida do jeito que escolheu: com amor, música, livros e muitos e muitos alunos e amigos.

Falô, Mário.

Um abraço,

Maura

E-mail que recebi postado por Obiah Poder Mágico da Linguagem no seu blog

Morre na manhã de hoje o Prof.Mario Eduardo Toscano Martelotta‏

Prof.Mario Eduardo Toscano Martelotta‏

Doutor em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor dessa disciplina na mesma universidade. Coordenador geral do Grupo de Estudos Discurso & Gramática. Membro do Projeto para a história do português brasileiro, é organizador e co-autor de diversos livros de destaque na área. 

E-mail que me foi enviado por nossa prima Maria Lucia

quinta-feira, 14 de abril de 2011



Faleceu na noite de ontem um dos mais importantes linguístas do Brasil, o Prof ° Dr° Mario Eduardo Toscano Martelotta. Termina então a luta ferrenha que o professor vinha travando contra um linfoma já há alguns meses.
Martelotta não foi apenas um professor de linguística brilhante, pesquisador exemplar e amigo querido, foi o responsável por dezenas, se não centenas, de jovem graduandos que se apaixonaram por linguística, dentre os quais se inclui este que vos fala.
Martellota vai deixar uma lacuna dolorosa no corpo docente da Faculdade de Letras da UFRJ, seu habitat natural e onde montou sua história acadêmica. Deixa atrás de si um sem número de publicações importantíssimas na área da linguística, amigos devotados, alunos apaixonados e familiares queridos.
Sem medo de cair no clichê, Martelotta entra agora para o hall dos imortalizados por seu trabalho, dedicação e amor, características com as quais sempre tratou sua profissão.
A Equipe Mapittom entristece-se e solidarisa-se com os familiares e amigos do professor.

Para quem se interessar aqui está o link para o Currículo Lattes do professor.

O Adeus ao Professor Mario Martelotta

 

 

sábado, 16 de abril de 2011

Meu presente para você

Still querido,

Espero que você goste deste cantinho que eu criei para você.
Todos os dias você vai poder abrir o seu computador celestial super hiper moderno e ver quantas cartas amorosas, declarações respeitosas, recadinhos carinhosos, fotos, beijinhos, músicas, enfim, um montão de coisas que as pessoas que te amam, e não tiveram tempo de te dizer, vão deixar escrito para você.

O meu amor eterno e toda a minha admiração.

Sua irmã,

InstanTânia

Do "Túnel do Tempo" diretamente para os Amigos do Mário























Corda Vocal - Penas E Progresso by Ocantodomario on Mixcloud
José Moacyr e João Mello





Corda Vocal - Corre Atrás by Ocantodomario on Mixcloud
José Moacyr e Mário Toscano

1957 - 2011


Gostaria de agradecer do fundo do meu coração a Victória Freitas, Marina Marcondes, Marcella Motta, João Signoretti, João Mello (filho), Flávia Freitas, Mariana Cardoso e Esdras Nogueira, pois sem eles eu jamais teria conseguido realizar este trabalho.
Meu eterno carinho,
Tânia Martelotta