quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Parabéns, meu irmão querido!

Still querido,
Hoje, sem dúvida, teve festa no céu. Posso imaginar com que alegria você comemorou o seu dia. Até o tempo colaborou, estava do geitinho que você adora,  feio e com chuva, uma maravilha!
Mas, o dia foi importante não só pelo seu aniversário, ele também foi o dia em que você recebeu a sua 1a.(de muitas que virão)  linda homenagem dos seus amigos e colegas de trabalho, durante a abertura do Seminário Internacional do Grupo de Estudos Discurso e Gramática.
Mamãe e eu representamos a família e fomos super bem recebidas e presenteadas com fotos e livro feitos sobre você. Tudo lindo!
O que eu sei, querido, é que eu me sinto muito, muito orgulhosa de você, orgulhosa do seu trabalho, do respeito com que você sempre tratou as pessoas, orgulhosa da sua dedicação aos seu alunos, o seu exemplo de amizade, simplicidade e, sobretudo, humildade.
Obrigada, meu irmão por ter existido, mesmo que por pouco tempo, mas o suficiente para nos ensinar tanta coisa...
Muitos beijos e muitas saudades.
Sua irmã,
Tânia

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Minha Mensagem para Você 2.

Sill, irmão tão amado
Amanhã é dia 14, 3 meses sem você... Sinto tantas saudades de você que até dói o peito... Às vezes eu penso  que essa coisa ruim não vai passar nunca.
Hoje eu estou muito triste. Acho que nós não vamos nos falar mais com a frequência que eu esperava. Quando eu criei esse Blog, a idéia era de que ele fosse utilizado como um espaço para que seus amigos pudessem trocar informações sobre você e , assim, fazer com que sentíssemos um pouco menos a sua ausência. Mas, na verdade, isso não aconteceu, eu acho que as pessoas estão muitos tristes e, por isso, mudas, e não conseguiram escrever nada até agora .
Bom, de qualquer maneira, vou continuar esperando, e olhando, de vez em quando, o seu e-mail para ver, se alguém resolveu dizer algumas palavrinhas para você. Qualquer novidade, eu mando logo.
Até lá, você continua morando, juntinho de mim, bem no fundo do meu coração.
Meu amor eterno,
Sua irmã,
InstanTânia

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Minha Mensagem para Você 1

Still querido,
Que saudade... Saudade que dói...
Depois que fiquei sem você, venho aprendendo, descobrindo, me surpreendendo com muitas coisas, o que eu tenho achado bom. É o que eu chamo de lado positivo da perda.
Quando eu resolvi fazer o seu Blog, não foi só para que você  lesse todas as mensagens que eu pudesse escrever , mas,  e principalmente, para eu pudesse estar perto de você, para que eu pudesse matar a saudade que sinto de você, para que eu pudesse falar de você; era como se eu falasse com você.
Achei que, como eu, muitas outras pessoas também gostariam de fazer a mesma coisa, de ter esta oportunidade. O interessante é que não foi isso que  aconteceu, até agora, pelo menos.
Mas de qualquer maneira, meu irmão, vou continuar lhe informando e aos seus seguidores, que como eu, devem abrir seu blog de vez em quando, sobre tudo o que lhe diz respeito. Portanto, vou agora lhe contar como foi sua Missa de Mês.
Fizemos uma missa belíssima para você,  na Capela do Colégio Sagrado Coração de Maria. Pena que, desta vez,  muita gente não sabia que ela ia acontecer.
O Padre Túlio, que a rezou, falou, lindamente, sobre você.
As músicas foram tocadas pelo João (teclado), Bruno (violoncelo) Marcelo Rangel (violão).
Vozes: Wadeco, eu, Marcelo, Fernando, Paulo e Ana Beatriz.
Músicas: Pássaro, Blackbird, Olha Maria e uma outra que eu não consigo lembrar o nome.
No final da Missa , seu amigo Barata disse uma palavras a seu respeito, muito bonitas, ficamos todos  emocionados e agradecidos pelo carinho dele.
Quando terminou a cerimônia, algumas pessoas da família e amigos mais íntimos foram lá para casa da mamãe, onde continuamos a cantar e tocar as músicas que você gostava de cantar e tocar, uma homenagem a você e uma maneira de não ficarmos mais tristes, neste dia já tão triste.
Querido, se nada acontecer durante este mês, no final dele volto a lhe escrever algumas palavras.  Até lá, você continua bem juntinho de mim, dentro do meu coração, sempre..
Meu amor eterno.
Sua irmã,
InstanTânia

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Letícia, obrigada por suas "Doces Memórias"

Querida Tânia,
Ainda não deu pra "realizar" o que aconteceu ao meu amigo Mariozinho. Sim, tenho certeza de que posso chamá-lo de meu amigo. Conheci João, conheci Mariozinho e toda a sua família que tanto me é importante e querida.
Quando penso no Mariozinho, sempre me vem à cabeça músicas, poesias, composições, violões, gaitas, som... Me lembro do "Língua de Seda"os shows e o sucesso no Western (Humaitá), do "Corda e Vocal", do "Refolk". Me lembro também de um fato que aconteceu lá em casa, época em que ainda morávamos no Rio. Mariozinho estava lá em casa e João mostrou a ele um "achado". O inquilino anterior do nosso apartamento havia jogado alguns livros e papéis no lixo e, olhando com atenção este "lixo", João encontrou um livro do "Stephen Foster", autor da música "Oh Suzana" (música esta composta por ele em 1847). Neste "livrão" haviam algumas de suas composições com as letras e as partituras escritas para 3 vozes, perfeita para nós 3!!! E assim fizemos. Fui passando as vozes de cada um, contamos até 3, e cantamos várias daquelas lindas canções naquele dia.
Me lembro de um encontro recente já no Grajaú com Mariozinho, Elaine e Gil. Como Mariozinho estava feliz nos mostrando as gravações do "Refolk".
E isso tudo vai ter que ficar só na memória, quantas saudades...
Let´s

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Para os Amigos do Mário

Quase 30 dias... quanto mais o tempo passa, mais difícil fica para mim. Enfim...
Eu, em nome de toda família, gostaria de aproveitar este espaço para convidar a todos os amigos, que costumam utilizar "esse cantinho", para a Missa que será celebrada dia 13, sexta-feira, às 19hs. na Paróquia do Colégio Sagrado Coração de Maria, na Rua Tonelero, n.56.
Para aqueles que puderem ir, vai ser muito bom, pois é importante estarmos todos juntos num dia tão triste como este.
Tânia

Mais um recadinho amoroso, meu irmão...

"Meu querido primo Mário;
Ainda tentando realizar essa perda repentina, apesar de não ter tido tanto contato com você nos últimos tempos , preciso deixar registrado aqui o quanto você fez parte da minha adolescência e o quanto cantei com você tocando violão em Paty, no Rio.
Não posso esquecer da minha participação amadora nos backing vocals da vida, em Teach your children, Helplessly Hoping, Ventura Highway, Lay lady lay, Paty, Machado na Madeira, etc, etc ....
Fico feliz de ver como a Lara está bonita, como canta bem, e também deixo registrado aqui o quanto pude perceber forte sua mulher Elaine, com quem, no pouco que convivi nesses dias de solidariedade geral, gostei de conversar.
Que ótima iniciativa da Taninha criar o seu Canto, onde posso deixar registrado o canto que você ocupa na minha história também.
Com muito carinho, sua prima "Papoula do Japão" (Tu sabe, né?)"


Bjs,
Paula

Obrigada GIL, parceiro e amigo de todas as horas

TÂNIA,

APÓS LER TODAS AS MENSAGENS DEIXADAS NO BLOG, UMA CERTEZA SE PERPETROU DENTRO DE MIM:

QUE LACUNA O MÁRIO DEIXOU....

O MÁRIO PERFECCIONISTA AO GRAVAR E REGRAVAR OS VOCAIS, INFINITAMENTE, ATÉ QUE OS MESMOS FICASSEM PERFEITOS...

O MÁRIO SISTEMÁTICO, QUE SÓ GOSTAVA DE VIAJAR PRO MESMO LUGAR,  E QUE SÓ FAZIA AQUILO DO QUE GOSTAVA...

O MÁRIO COM 'STRESS' MAS SEM 'STRESS', AO DAR OPINIÃO RADICALMENTE CONTRÁRIA AOS DEMAIS E TERMINAR DIZENDO, COM FIRMEZA GENTIL:

"TUDO BEM, MAS ESSA É A MINHA OPINIÃO !!!!".

COMO DISSE JOHN LENNON CERTA VEZ, APÓS VOLTAR DA ÍNDIA: EU PASSEI A MINHA VIDA PROCURANDO DEUS EM OUTRAS PESSOAS E EM VÁRIOS LUGARES, MAS O ÚNICO LUGAR EM QUE, EFETIVAMENTE, O ENCONTREI  FOI DENTRO DE MIM.

DESTA FORMA, CHEGO A CONCLUSÃO DE QUE A CERTEZA QUE O MÁRIO TINHA DO QUE GOSTAVA E DO QUE NÃO QUERIA, E DE SUA FELICIDADE EM SER ASSIM, NADA MAIS ERA DO QUE TER ENCONTRADO DEUS EM SI MESMO.

BJS.

GILBERTO.

terça-feira, 3 de maio de 2011

MEU DINDO PREDILETO

Oi DINDO,

Também quiz fazer parte do seu "cantinho", que a Dinda criou com muito carinho pra você. Gostei demais!
Eu queria te dizer que você foi e sempre será o melhor DINDO do mundo, só que vai deixar saudades....
Saudades dos nossos papos, das brincadeiras que me faziam rir, principalmente da PIZZA, que você pedia toda vez que chegava na casa da vovó Yolanda. Era a LEI: DINDO CHEGOU, TEM PIZZA! E eu sempre gritava: VIVA O DINDO!!!
Sorte a minha, pois a mamãe só me deixava comer PIZZA, durante a semana, com a sua chegada.
Eu via você como anjo da guarda, que sempre concordava comigo em tudo e me tratava com muito carinho. Por isso lhe admirava, era o DINDO que sempre quiz ter e DEUS me deu.
DINDO, onde estiver, quero que saiba que você foi e sempre será muito importante em minha vida, e que morará sempre no meu pequeno coração.
Com carinho da sua afilhada,
Isabel (Bebel)
Beijos e fique bem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Obrigada digo eu, amigo Márcio, por suas lindas palavras...

 Fala Mario, fala meu camarada!
era assim que invariavelmente nos cumprimentávamos. Assisti ao seu concurso para professor da UFRJ, ainda estava na iniciação científica com a orientação do professor Sebastião Votre, quando você chegou e eu passei a ser seu orientando, passei a ter o privilégio de conviver academicamente e pessoalmente com você. E aí começa meu aprendizado, com certeza em grande medida o que sou de bom academicamente devo a você, aprendi a ser professor com você, você foi a primeira pessoa a me dizer que eu tinha jeito pra coisa mesmo diante de minha insegurança. Mario, você me ensinou como deve ser o comportamento de um pesquisador, sem dogmatismos e sem passar por cima de ninguém, me ensinou a ética na pesquisa, me ensinou a caminhar na academia. Me orientou na iniciação científica, me orientou no mestrado, sempre tive orgulho de ter sido seu primeiro orientando de mestrado, por isso quando você elogiava meu trabalho já como professor e pesquisador eu ficava super honrado e feliz. Mesmo não me orientando no doutorado, estava sempre comigo, sempre dando força seja em relação a faculdade, mas também em relação a vida pessoal, por isso acima de tudo sempre te senti como um grande amigo e sei que era recíproco. Essa saudade talvez seja a que mais fique marcada em mim, a do amigo Mário. Por isso guardo com carinho sua última vinda a João Pessoa em que você visitou minha casa, conheceu minha esposa e minha filhinha, ficou contente de eu estar bem e sempre me dizia, como está aí vivendo nesse paraíso que é João Pessoa. Vou guardar sempre seu sorriso e nosso papo daquele dia! Além disso tudo ainda éramos parceiros de música, eu mandava meus poemas e você musicava sempre acertando a mão. Lembro quando assisti pela primeira vez que assisti ao seu show com o corda vocal e ouvi você tocando a música que tinha minha letra, lembro que fiquei emocionado. É por essas e por outras que tinha de falar com você aqui em seu canto, pois só falando direto com você poderia expressar essa saudade que tá aqui dentro guardada.
Agradeço demais a quem criou esse cantinho, pois me fez muito bem poder dizer essas palavras para meu amigo Mário!
Márcio Leitão

terça-feira, 26 de abril de 2011

Texto da "ANJA GUARDIÃ" do Mário e da família

QUERIDO COMPADRE

Amei todas as suas fotos, me fez recordar os bons tempos, principalmente em Paty, que você tanto amava e que falava com muito carinho da sua época de infância, de suas estripulias realizadas com os seus amigos. E mais, dizia que, da sua infância, só se recordava mesmo  dos momentos  que viveu em PAty do Alferes. Por muitas vezes, nos últimos meses, falamos nisso e os seus olhos brilhavam, cheios de vida.
Mário, esteja aonde estiver, quero dizer que te adoro.

BIBA OU, SE PREFERIR, BINRIMBELA

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Texto escrito e lido por nossa mãe, de 81 anos, na missa de Sétimo Dia

MEU QUERIDO FILHO
  
Meu Mariozinho, como eu o chamava, era um filho muito querido. Um professor queridíssimo da UFRJ, conhecido internacionalmente.
    
 Era muito estudioso, vivia para sua esposa e para sua faculdade, teve uma carreira muito curta, mas muito brilhante.

 Muito amigo da família, mãe, irmãos, esposa, filha, Biba e Bebel.

  A filha mora na Alemanha, mas sempre se falavam. Era um ser humano queridíssimo!

  Amigo de todos, não sabia dizer não a ninguém, principalmente às suas PUPILAS, como ele chamava suas alunas prediletas de seu grupo de estudos.
  
   Por isso será lembrado com muito amor e saudade! Nunca será esquecido...

   Ele nos faz muita falta, estamos nos sentindo sozinhos sem ele.

   Como mãe, sofro demais , e espero que os meus outros três filhos pensem em mim com carinho e paciência.

    Que DEUS o proteja e lhe dê a PAZ merecida, depois de tanto sofrimento!!

    UM BEIJO DE SUA MÃE QUE TE AMA E SEMPRE TE AMARÁ.

                 YOLANDA TOSCANO MARTELOTTA.

Declaração de amor do nosso querido primo e grande músico JOÃO

TERCEIRO GRAU???

Meu avô, João Braga, era irmão de Yolanda, mãe de Tia Yolanda, mãe de Tânia, Zé,  MÁRIO e Claudia, que são, portanto, meus primos de terceiro grau. TERCEIRO GRAU QUE NADA!!!  São irmãos de coração e sangue, com os quais convivo desde minha infância e tenho por eles sentimentos muito fortes...V. Mariuzin, se eternizou pra mim. Um bardo de belas canções, admirador de Sérgio Sampaio, Sá e Guarabira, gênio da gramática. Teimoso, crítico de Caetano, Milton mas, pera lá, V. tem embasamento pra isso, domina o português como ninguém... Os elogios nos sites de Gramática me encheram de orgulho... V. é o cara!!! Beijão do seu primo de terceiro grau (terceiro grau é o caramba!!!).  
JOÃO BRAGA

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Agradeço o carinho do prof. José da Luz

Um homem e dois rios...

Como justa homenagem, começo citando palavras do prof. Mário Martelotta: “O tempo é uma passarela”.
E eu diria que esta passarela, suspensa no vão da existência, ora balança ao sabor das aragens das manhãs, ora enfrenta as torrentes caudalosas das noites.
Nesta passarela, a marcha das horas é incessante e implacável.
Nada escapa à forte correnteza dos minutos e dos segundos. Somos todos levados, alegres ou tristes.
E o tempo da vida não recua, não para, não espera, não se atrasa.
E diante do tempo somos todos iguais, pois o tempo não discrimina nem privilegia.
Somente Deus está acima do tempo, porque Deus é quem tece o próprio tempo.
O ontem já foi tecido e vivido. O hoje é o amanhã vivido e tecido agora.
E a morte não é o fim da linha no tecido do tempo.
Pois, durante todo o tempo estamos morrendo, e somente deixamos de morrer quando, na verdade, morremos.
Quando vivos, temos pressa de acompanhar o tempo, de não perder tempo.
Quando mortos, saímos da linha do tempo e já não somos mais atingidos por ele.
É doloroso aceitar... que urgentemente já se vive, que urgentemente já se morre.
Todavia, o tempo não se esgota com um adeus...
É que o prof. Mário continua atravessando sua passarela. E sua história continuará visitando nossa memória.
Mas, quem era realmente o prof. Mário Eduardo Martelotta?
No cenário das pesquisas linguísticas, ele era biograficamente Martelotta. O pesquisador incansável e criterioso. Lido e reconhecido.
No palco das salas de aula, na interação mansa e sorridente com os alunos, eis o professor Mário, competente e solícito. Amado e respeitado.
Porém, para os amigos e colegas, ele era simplesmente Mário. Gentil e sincero. Atencioso e entusiasta.
Nos ambientes de encontros coloquiais, ele era informalmente Mário: calça jeans, camiseta branca e tênis All Star.
Aqui cito palavras de sua grande amiga e colega de estudos e pesquisas, a profa. Maura: “E ele fazia tudo com tanta simplicidade, com tanto carinho, com tanta alegria que contagiava todo mundo. Gostava de todo mundo, respeitava todo mundo e cuidava de todo mundo. O mesmo respeito que ele tinha pelo trabalho, pela Ciência, ele tinha para com os colegas, alunos e funcionários. Não sabia dizer não e tinha sempre pressa para fazer seu trabalho e ao mesmo tempo tudo tinha que ser perfeito. Por isso sempre tínhamos a impressão de que ele estava correndo. Parecia que tinha pressa, pois o tempo dele seria curto. E fez tanta coisa!”
Prof. Mário, ou saudosamente Mário. Ele amava a vida. Vivia como um jovem. Morreu como um jovem. Há Deus, descanse por méritos e por justiça. Há Deus, tenha o sono dos justos.
Hoje, quando a saudade não é mais a lágrima, porque pouco diz, mas sim a vontade de sentir e falar de você, sabemos quão penoso é defrontar a realidade. Esta ausência a nos arrastar e a nos dominar, mas também que nos comunica sinalizando a força do espírito a pairar sobre nós, muito nos ensina, muito nos aproxima e muito nos fortalece.
Guardamos o melhor de você no nosso coração, como uma verdadeira homenagem.
Por isso, hoje não trazemos lágrimas, mas as nossas saudades e um desejo forte e constante de abraçar você no final da passarela...
Seria a morte o fim da sabedoria colhida através dos tempos? Seria a morte o fim da bondade que floresceu em seu coração pelas lutas e conquistas? Não, a morte não tem mais espaço em sua passarela...
Uma passarela que liga dois rios, uma passarela que aproxima duas cidades, uma passarela que une corações que ainda choram...
Mário, Mário, o sussurro de dois rios nos faz escutar... “Há Deus! A Deus, Adeus!”
E respondemos com as nossas preces e os nossos aplausos.

Texto produzido e lido por José da Luz (Zé) (professor – UFRN)
na missa de 7º dia na capela do campus
Natal (RN), 20-04-2011.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

E-mail enviado pela minha amiga Cris, mãe da Lara

Oi Taninha, obrigada por essa oportunida​de. Beijo, Cris

Cristiane de Paula Magaldi

Nossas despedidas foram muitas. Sempre dolorosas e infinitas, por isso muitas vêzes desistimos delas e voltamos atrás nas nossas decisões, deixando que o destino tomasse seu rumo e decidisse por nós.  Acho que essa foi a razão pela qual não pude estar nessa, que teria sido nossa última despedida. Não teria funcionado por ser tão definitiva e tão fora do nosso estilo. Creio que você entenderia o que estou tentando dizer e concordaria comigo. Nosso tempo juntos me ensinou muitas coisas, principalmente aquelas que aprendi depois desse tempo, mas em conseqüência dele e por isso te agradeço. Também por essa filha incrível que nos uniu e unirá para sempre, seja onde fôr que estejamos. E se o destino quiser assim, vamos nos reencontrar um dia para continuar de onde paramos e transformar tudo em música, côres e brincadeira. Até um dia...

E-mail que me foi enviado por Letícia, amiga do Mário

Queridos colegas e alunos,


         Quero agradecer a todos que mandaram mensagens para mim, para o grupo Discurso e Gramática e  para a Faculdade de Letras da UFRJ de modo geral, acerca do falecimento do nosso querido Mário.
         Quero dizer que tive o grande privilégio de participar com o Mário do mesmo projeto, da mesma sala de estudos e de dividir vários cursos com ele por 15 anos. Não preciso dizer que ele era um linguista brilhante e um professor maravilhoso. Mais do que isso, para mim ele era um grande amigo, um irmão.
         Estou muito triste, porque não imaginava que ele iria embora assim tão cedo, tão rápido. É uma grande perda para a Linguística e para a Educação do Brasil. Mário, além das inúmeras contribuições para a Ciência, também contribuiu, e bem, para formar um grande número de professores, porque ele começou a dar aula em diversas Faculdades de Letras logo que se formou, aos 22 ou 23 anos. Na UFRJ, como Professor e Pesquisador, ele começou em 1996 e teve uma carreira brilhante. E ele fazia tudo com tanta simplicidade, com tanto carinho, com tanta alegria que contagiava todo mundo. Gostava de todo mundo, respeitava todo mundo e cuidava de todo mundo. O mesmo respeito que ele tinha pelo trabalho, pela Ciência, ele tinha para com os colegas, alunos e funcionários. Não sabia dizer não e tinha sempre pressa para fazer seu trabalho e ao mesmo tempo tudo tinha que ser perfeito. Por isso sempre tínhamos a impressão de que ele estava correndo. Parecia que tinha pressa, pois o tempo dele seria curto. E fez tanta coisa! Fez a primeira tese sobre gramaticalização no Brasil, escreveu com o grupo o primeiro livro sobre o assunto no Brasil, divulgou o funcionalismo pelo Brasil, ensinou vários jovens a entender a Linguística através do nosso Manual de Linguística e de outros livros que escreveu e organizou. Escreveu inúmeros artigos com contribuições inéditas sobre a língua portuguesa. Divulgou inúmeras pesquisas realizadas no Brasil em textos internacionais. Somente em 2011 sairão vários trabalhos importantes escritos por ele.
         Mas tudo isso vocês já sabem. Eu nem precisava escrever. O que talvez alguns de vocês não saibam é que ele era extremamente simples (ouço o coro dos alunos: “Mário informal: calça jeans, camiseta branca e tênis All Star; Mário formal: calça jeans, camiseta branca, tênis All Star e blazer bege). E a simplicidade não estava somente na  aparência, estava em tudo. Além disso, ele era muito, muito generoso. Com aquele jeitinho de menino, ele não pedia proteção, ele era muito protetor. Protegia os alunos e protegia os colegas.
         Por isso, quando um amigo me falou ao telefone que tinha acabado, que não havia mais volta, fiquei desesperada. Não podia imaginar a Faculdade de Letras sem o Mário, não podia imaginar o meu grupo sem o seu líder e não podia imaginar que tinha perdido meu amigo e irmão. Ainda está difícil acreditar que ele não estará mais na sala H314 organizando tudo, molhando a planta, passando antivírus no computador (já tinha virado mania!) e estudando. Também vai ser difícil imaginar que o telefone não vai mais tocar para discutirmos os detalhes (e como gostava de destalhes!) sobre nossos textos, sobre os conceitos, sobre nossos eventos. Não vou mas ouvir no final: “Falô, Maura”.
         Mas não queria passar tristeza, pois consegui sentir um grande conforto no final do enterro dele. E queria passar este conforto para vocês. No final, meus alunos e Karen me chamaram para um grande abraço e para dizer que estamos unidos, que todos vão me ajudar a conduzir o Projeto Discurso e Gramática da UFRJ. Nisso surge a mãezinha dele com ar de brincadeira e diz que queria entrar no círculo. Ela disse que tinha chegado muito, muito triste ao velório, mas que saia do enterro mais feliz, porque tinha visto o nosso grupo, tinha visto que o trabalho dele iria continuar. Tínhamos visto como ela estava no velório e a diferença no final. Realmente ela viu, pela nossa dor e pelos inúmeros alunos, que o esforço dele não foi em vão e que tudo vai continuar através da obra dele e de tudo o que ele nos passou como exemplo de pesquisador e de gente, de gente muito boa.
         Ela no final disse: “Sucesso e que aproveitem bastante a vida, pois meu filho aproveitou pouco”. Saí mais aliviada dali. Uma mãe sofrida conseguiu ver que tudo não foi em vão e saiu mais feliz do cemitério por ter falado com os alunos do Mário e comigo. Saí mais feliz por ter ouvido as suas palavras mágicas e seu tom de voz. Antes disso, ainda no velório, eu já tinha agradecido a ela por ter ajudado a trazer a este mundo alguém tão especial quanto o Mário e de tê-lo educado tão bem. Tão especial que me fez crer até o final que estava tudo indo bem. Em nenhum momento que falei com ele, seja pelo telefone seja no hospital no mês passado, ele me passou tristeza ou me deixou perceber que o tratamento não estava dando certo. Por isso, eu estava acreditando em cura o tempo todo.
 Então é isso, vamos aproveitar as palavras da mãe do Mário: Sucesso para todos e que aproveitem bastante a vida. Ainda acrescento: tudo isso com uma pitada da generosidade e simplicidade do Mário. E temos de lembrar que, além de todas as qualidades, ele era muito engraçado. Quem conviveu com ele tem na mente as inúmeras cenas e frases engraçadíssimas. Fomos muito felizes com ele, aprendemos e rimos demais com ele.
E ele? Ele foi muito feliz e curtiu a vida do jeito que escolheu: com amor, música, livros e muitos e muitos alunos e amigos.

Falô, Mário.

Um abraço,

Maura

E-mail que recebi postado por Obiah Poder Mágico da Linguagem no seu blog

Morre na manhã de hoje o Prof.Mario Eduardo Toscano Martelotta‏

Prof.Mario Eduardo Toscano Martelotta‏

Doutor em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor dessa disciplina na mesma universidade. Coordenador geral do Grupo de Estudos Discurso & Gramática. Membro do Projeto para a história do português brasileiro, é organizador e co-autor de diversos livros de destaque na área. 

E-mail que me foi enviado por nossa prima Maria Lucia

quinta-feira, 14 de abril de 2011



Faleceu na noite de ontem um dos mais importantes linguístas do Brasil, o Prof ° Dr° Mario Eduardo Toscano Martelotta. Termina então a luta ferrenha que o professor vinha travando contra um linfoma já há alguns meses.
Martelotta não foi apenas um professor de linguística brilhante, pesquisador exemplar e amigo querido, foi o responsável por dezenas, se não centenas, de jovem graduandos que se apaixonaram por linguística, dentre os quais se inclui este que vos fala.
Martellota vai deixar uma lacuna dolorosa no corpo docente da Faculdade de Letras da UFRJ, seu habitat natural e onde montou sua história acadêmica. Deixa atrás de si um sem número de publicações importantíssimas na área da linguística, amigos devotados, alunos apaixonados e familiares queridos.
Sem medo de cair no clichê, Martelotta entra agora para o hall dos imortalizados por seu trabalho, dedicação e amor, características com as quais sempre tratou sua profissão.
A Equipe Mapittom entristece-se e solidarisa-se com os familiares e amigos do professor.

Para quem se interessar aqui está o link para o Currículo Lattes do professor.

O Adeus ao Professor Mario Martelotta

 

 

sábado, 16 de abril de 2011

Meu presente para você

Still querido,

Espero que você goste deste cantinho que eu criei para você.
Todos os dias você vai poder abrir o seu computador celestial super hiper moderno e ver quantas cartas amorosas, declarações respeitosas, recadinhos carinhosos, fotos, beijinhos, músicas, enfim, um montão de coisas que as pessoas que te amam, e não tiveram tempo de te dizer, vão deixar escrito para você.

O meu amor eterno e toda a minha admiração.

Sua irmã,

InstanTânia

Do "Túnel do Tempo" diretamente para os Amigos do Mário























Corda Vocal - Penas E Progresso by Ocantodomario on Mixcloud
José Moacyr e João Mello





Corda Vocal - Corre Atrás by Ocantodomario on Mixcloud
José Moacyr e Mário Toscano

1957 - 2011


Gostaria de agradecer do fundo do meu coração a Victória Freitas, Marina Marcondes, Marcella Motta, João Signoretti, João Mello (filho), Flávia Freitas, Mariana Cardoso e Esdras Nogueira, pois sem eles eu jamais teria conseguido realizar este trabalho.
Meu eterno carinho,
Tânia Martelotta